sábado, 14 de março de 2009

evento de Caridade “Faça Uma Criança Feliz em 2009”


Dia 21 de Março de 2009 (sábado), pelas 16H00.


O Movimento Lev´Arte realiza o evento de Caridade “Faça Uma Criança Feliz em 2009”. Traga uma coisa para oferecer à uma criança (Livros, Sapatos, Roupa, Brinquedos, etc.)

Venha com a criançada e família e participe da grande festa com:

1. Poesia declamada por Crianças;
2. Teatro feito por Crianças;
3. Dança animada por Crianças;
4. Moda encantada por Crianças;

Ajude o seu filho(a), sobrinho(a), irmão, irmã a descobrir o seu talento e cultive desde cedo a humanização e amor ao próximo.

Não falte, a felicidade de uma Criança depende de Si...

Local: Cine Nacional Teatro “Chá de Caxinde”

Entrada: Grátis

Mais informações e confirmações: 927 00 17 80

Apresentação do Livro “Materiais Para Confecção De Um Espanador de Tristezas”


EDITORIAL NZILA - INFORMAÇÃO DE AGENDA


A Editorial NZILA tem o prazer de anunciar a apresentação de “Materiais Para Confecção De Um Espanador de Tristezas”de Ondjaki




A sessão decorrerá com a presença do autor:


No dia 17 de Março (terça-feira), pelas 18.30 horas – na Biblioteca Nacional[“através” do trânsito, vamos praticar uma tolerância de alguns minutos...]O livro será apresentado por...É surpresa!


[ (?) haverá comes-e-bebes, se você os trouxer...]


....


Descrição breve

Materiais Para Confecção De Um Espanador de Tristezas


… Segundo Paulinho Assunção (escritor brasileiro):


«Você pode imaginar uma esquina do mundo onde Ondjaki encontra Manoel de Barros, Luandino Vieira, Guimarães Rosa, Adélia Prado, Raduan Nassar. […] Você também pode imaginar o que eu imagino ao ler este novo livro de Ondjaki. É um livro que tem um jeito de apalpar a língua como quem apalpa o dorso de um rio. Ou tem um jeito de escrever as palavras da língua como quem rumoreja sussurros para não assustá-las. E acho que o Ondjaki não tem medo de trazer para o seu livro os seus afetos todos literários. E faz bem o Ondjaki não ter medo disso porque é uma coisa muito bocó a gente esconder os afetos & as dívidas & os tributos aos que, também, como Ondjaki, gostam e gostaram de apalpar a polpa da língua como quem apalpa o dorso de uma fruta.»


Informação sobre o autor


Ondjaki nasceu em Luanda, em 1977. Prosador. Às vezes poeta. Co-realizou o filme sobre Luanda (Oxalá cresçam pitangas, 2006). É membro da União dos Escritores Angolanos. Está traduzido em francês, espanhol, italiano, alemão, inglês e sueco. Premiado com o Sagrada Esperança (Angola), Prémio da APE de conto (Portugal), recebeu também o prémio Grinzane for Best young African writer 2008 pelo conjunto da sua obra. Entre outros, publicou “Bom dia camaradas”, “O Assobiador”, “Quantas madrugadas tem a noite”, “Os da minha rua, ”“AvóDezanove e o segredo do soviético”.


Enviado por: Tchiloia Lara e Indira Mateta

quinta-feira, 12 de março de 2009

Lançamento do Livro do Luís Rosa Lopes


A União dos Escritores Angolanos, o Lev´Arte e o Escritor Luís Rosa Lopes, têm a honra de convidar todos os amigos do livro e artes para participarem do Lançamento e Sessão de autógrafos do livro de contos “UMA MARIA JOÃO E UNS KNUNCA” do escritor Luís Rosa Lopes.

Data: 14 de Março de 2009
Hora: 17:00 horas
Local: União dos Escritores Angolanos “Largo das Escolas”


Menu da Noite: Apresentação do Livro, sessão de autógrafos, Poesia à Volta da Fogueira, Teatro com Tata Yetu e Música ao ViVo.

Bienal em São Tomé e Príncipe em 2010


Brasil - São Tomé e Príncipe

Ministério da Cultura - Narla Aguiar


Reunião com ministro da Cultura, Juca Ferreira, e primeiro ministro de São Tomé e Príncipe, Rafael Branco


O ministro da Cultura, Juca Ferreira, recebeu em seu gabinete, na manhã desta terça-feira, 10 de março, o primeiro ministro de São Tomé e Príncipe, Joaquim Rafael Branco, que veio convidá-lo para a abertura da Bienal de São Tomé e Príncipe, que se realizará em 2010, e pedir apoio para a produção do filme Batepa, que será dirigido por um diretor angolano e um produtor brasileiro. O encontro aconteceu na sede do Ministério da Cultura, em Brasília.


Também participaram da reunião, o presidente da Fundação Cultural Palmares, Zulú Araújo, o secretário do Audiovisual, Silvio Da-Rin, o diretor de Relações Internacionais, Marcelo Dantas, representantes do MinC, do Ministério das Relações Exteriores e de São Tomé e Príncipe.


Ministro Juca

Ministro da Cultura garantiu apoio à Bienal

Juca Ferreira disse que o Ministério da Cultura vem seguindo a orientação do presidente Lula no sentido de fortalecer as relações com os países da África. Ele garantiu dar total apoio à Bienal e disse que o MinC irá participar do evento nas mais diversas áreas como: música, cinema, dança, dentre outras. O ministro também reafirmou a intenção de cooperação na execução do filme, especialmente na finalização do projeto e de mixagem, por meio da Secretaria do Audiovisual (SAv/MinC) e da Fundação Cultural Palmares (FCP/MinC).


Além desta parceria, Ferreira sugeriu trocas de conteúdos audiovisuais, por meio das TVs públicas e instalar, em breve, um Pontão de Cultura, que será discutido ainda este ano com representantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Portugal. Ele propôs também a instalação de bibliotecas públicas, com o apoio da Coordenação Geral de Livro e Leitura, e pediu ao país africano que intensificasse o uso da língua portuguesa, no âmbito do Acordo Ortográfico. O secretário Silvio Da-Rin sugeriu a exibição de filmes sobre a Capoeira, nas formas prática e teórica, durante a Bienal de São Tomé e Príncipe.


O presidente da FCP/MinC, Zulú Araújo, falou do Portal da CPLP na Internet e pediu a participação do país africanos, junto aos outros países participantes, “tendo em vista que temos representantes na Europa, na Ásia, na África e na América”. Propôs a capacitação de três técnicos em São Tomé e Príncipe para inserir no site informações sobre a nação africana para que haja interação maior entre os países de língua portuguesa.


Batepa - O filme contará um dos principais momentos da história recente santomense. O enredo se passa por volta de 1953 e foi um dos acontecimentos que catalizaram o processo de independência de São Tomé e Príncipe de Portugal. O governo santomense dá grande importância para a realização desde projeto.


Enviado por: Maria Conceição Azevedo

terça-feira, 10 de março de 2009

Texto de Apresentação do Livro da Julia Talaia

O Neo-Realismo na Poética de Agostinho Neto
Kardo Bestilo

1. Comprimentos,

Senhoras e senhores, meninas e meninos:
Kiambote!

Devo começar por dizer que o Lev´Arte teve o privilégio de ouvir a apresentação da tese que serviu como base para o livro que nos é dado a conhecer hoje, e desde o primeiro momento que ouvi e conversei com a Júlia, que subtilmente fui pressionando-a a passar para o próximo desafio que era o do livro, porque nós acreditamos que o que é bom deve ser partilhado. Quando a Júlia ligou para mim para dar a grande noticia “Venci o Prémio Sonangol Revelação!”, o meu coração pulou de alegria, mas sabia já aí que o nosso país acabava de ganhar uma nova escritora com o direito a todo o mérito que um prémio com o peso nacional como Prémio Sonangol Revelação poderia certamente oferecer. Um grande país não é grande apenas por ter muito ferro ou petróleo, mas sim por ter seres humanos possuidores de uma grandeza intelectual.


2. O que trata o livro?

A autora nasce dois anos antes de Neto partir, mas não fez deste facto um motivo para se desligar da nossa história.

Quando se fala de Neto muito facilmente apesar de se mencionar a existência do Poeta, muitas são às vezes em que o mesmo é ofuscado pelo peso do político. Nesta singela obra a escritora ou melhor Júlia Talaia, propositadamente afasta-se da análise do político e concentra-se simplesmente no Poeta. O trabalho da escritora vai contribuir para a nossa história com uma pesquisa feita pelo seu próprio povo, e o que é um povo que apenas bebe da água alheia senão um cliente?!

Júlia Talaia demonstra e muito bem como Neto inspira-se no quotidiano para pintar os seus quadros poéticos.

Júlia Talaia vem e chega sem dúvidas num momento em que a nossa literatura não apenas Angolana, mas africana em geral precisa de analistas e historiadores desta mesma África “berço da humanidade” mas com sérias dificuldades em se afirmar como berço da intelectualidade. A referida escritora lançou-se sem margens de dúvidas num compromisso desde a sua nascente, hoje, até para lá das fronteiras da angolanidade, pudemos aqui afirmar sem medo de errar que é aqui firmado um “Pacto Patriótico”.


3. Como trata o livro?

O que é analise:

Não é em palavras simples nada mais do que olhar afundo uma coisa, parte por parte de acordo com o Dicionário da Porto Editora.

Júlia Talaia nesta obra merecedor do prémio revelação leva-nos por intermédio da palavra escrita à uma singela abordagem na forma como nos é apresentada, mas profunda nos sentidos e pensamentos desmistificados que nos são expostos, a perceber o que o Poeta nos transmite. É bem verdade que Poesia é uma Arte muito subjectiva por norma, mas pelo facto de se tratar de uma arte é onde precisamente também existe o espaço para quebrar as regras ai já existente. E é precisamente isso que o Poeta Agostinho Neto nos oferece nos trabalhos submetidos ao exame de Júlia Talaia.

A norma em algum momento foi o realismo, o que nas palavras da própria escritora “nada mais era do que descrever o que era vivido ou visto”, com a quebra da regra padrão realismo, foi introduzido o neo-realismo ou simplesmente novo realismo. Os Poetas começaram a questionar as razões ou os porquês das coisas serem assim, então um Poema que simplesmente descrevia que eu sou um escravo, no neo-realismo passou a ser escrito além desta descrição, quer dizer, salientando porquê que eu sou escravo? Esta dimensão neo-realista encontra-se nos escritos do Poeta Agostinho neto, como menciona Júlia Talaia:

“O discurso neo-realista fortaleceu em Neto o desejo de ver livre a terra que o viu nascer”

Este livro que começou como uma tese individual como já aqui foi referido, passará agora a ser uma ferramenta de trabalho e estudo para a nossa sociedade em particular e para o mundo em geral. A pessoa que muitas vezes se afasta da leitura de Poemas devido a dificuldade em interpretar textos e poemas, o estudante do curso de letras, pode agora contar com explicações na leitura de um poema de Agostinho Neto. Ele entenderá que cada palavra escrita no poema não foi colocada por mero acaso, ela tem um valor simbólico, uma importância social para o homem colonizado e para a expressão do desejo de transformar a sociedade, um sonho alimentado pela estética neo-realista. Portanto, deverá ser analisada dentro do contexto da época para ser entendida.

“Notemos, por exemplo, no poema (Adeus à Hora da Largada) marcas evidentes da denúncia que Neto emitia na maior parte dos seus versos”:

Hoje
somos as crianças nuas das sanzalas do Mato
os garotos sem escola a jogar a bola de trapos
nos areais ao meio-dia
somos nós mesmos
os contratados a queimar vidas nos cafezais
os homens negros ignorantes
que devem respeitar o homem branco
e temer o rico
somos os teus filhos
dos bairros pretos
além onde não chega a luz eléctrica (…)

Aqui importa acrescentar a análise da própria Escritora faz após citar o trecho do poema apresentado anteriormente:

“Constatamos, aqui, referências de aspectos da vida diária da gente da sua terra; nada muda no quotidiano dessa gente, tudo é uma constante: desde o amanhecer até ao anoitecer. É objectiva a descrição que Neto faz sobre o ambiente social imposto pelos colonizadores, deixando transparecer um inconformismo por parte do poeta que se expressa de forma pluralizada”.


4. O inconformismo pelas situações impostas

A obra mostra-nos esta característica existente nos escritos de Neto, apesar de focar-se na poética também apresenta-se no conto, mais especificamente em Náusea, que é um conto curto mas denuncia veemente a vida social durante a época colonial, como nos mostra o trecho extraído da página 60 do livro:

“Da sua cubata de Samba Kimôngua, velho João (…)
(…) passou pela ponte e pisou a ilha. Mas não já a mesma ilha dos tempos antigos. Pisou uma ilha sem areia, asfaltada, com casas bonitas onde não moram pescadores.”
Segundo a autora esta disparidade constitui-se numa reflexão acerca da vida dos negros, tal como constatámos nos poemas já estudados, ou seja, a exclusão do negro em todos os domínios sociais.

Nada mais nos resta acrescentar senão, convidar os que ainda não adquiriram o seu exemplar à faze-lo e os que já o fizeram para sem receio beberem das palavras do O neo-realismo na Poética de Agostinho Neto.

Apresentado em Malanje livro intitulado "Amuxiluanda"

Malanje - "Amuxiluanda", a mais recente obra literária da escritora angolana Maria Celestina Fernandes, lançada oficialmente quinta-feira em Luanda, foi hoje, sábado, apresentada em Malanje, com a venda de cem mil exemplares e assinatura de autógrafos da autora.

Editada pela livraria Chá de Caxinde, o livro, escrito no estilo romance, comporta 238 páginas que retratam alguns aspectos da vivência afectiva da mulher luandense, estando a ser comercializado ao preço de mil e 500 kwanzas.

A apresentação do livro esteve a cargo do crítico literário Conceição Cristóvão, que a descreveu de forma resumida focando igualmente sobre as qualidades da sua autora.

A cerimónia serviu igualmente para se proceder a venda de várias cópias de obras infantis da autoria da escritora, entre as quais “É preciso prevenir” e “As três aventuras no Parque e a Joaninha”.

Na ocasião, o editor da Editora e Livraria Chá de Caxinde, Jacques dos Santos, reconheceu e enalteceu o facto de Maria Celestina Fernandes, até então escritora de obras infantis, evoluir para a literatura adulta.

“Acho que Amuxiluanda supera a sua primeira aparição na escritura de romances, e achamos que este livro trará muitos sucessos”, enfatizou, exortando a autora, no sentido de prosseguir com a literatura infantil, porquanto são poucos os escritores nacionais que actuam nesta vertente.

Por sua vez, o governador da província de Malanje, Boaventura da Silva Cardoso, destacou o empenho e a trajectória da escritora na literatura angolana, tendo-a encorajado a dedicar-se, cada vez mais nesta arte.

Maria Celestina Fernandes tem no mercado onze obras infanto-juvenis, com destaque para “A borboleta cor do ouro”, “A árvore dos gingongos”, “A rainha tartaruga”, “A filha do Soba”.
Assistiram a cerimónia, deputados da Assembleia Nacional para o círculo de Malanje, membros do Governo da província, estudantes e outras individualidades.

Fonte: Angop

Angola, Luanda, Obrigada!

Minha Luanda,
Um calor tomou conta de meu corpo e não foi de inferno.
Foi de amor.
Até suas águas tem o toque cálido de outros sentimentos.
Teu verde é pálido e pede licença para aparecer.
O verde do teu mar é mais forte e mais presente.
Teu jeito desarrumado parece de quem nunca viu o certo.
Qual o certo ninguém ainda sabe. Já souberam um dia.
É um processo, esta aprendizagem.

Saudades senti dos seus tempos de glórias.
Esquecido nos olhos dos mais velhos sofridos.
Sábios estes olhos.
Palácios ergueram.
Povo lindo! Amor nos olhos e respeito nas acções.
Reverência
Sou cordeiro e me ressenti.
Com o passado. Ainda bem que foi.

Copiamos e acreditamos em todos os lobos.
Das estepes ou tropicais. E peles de cordeiros.

Agora somos!
As possibilidades do recomeçar.
A esperança nos novos tempos.
Cultura forte, povo forte. Desperto para o mundo!
Te saúdo e peço licença:
Sou angolana e africana.
Obrigada por me acolher e me amar.
Vim e te trouxe no coração.
Até a próxima! Obrigada!

Maria Conceição Azevedo