quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Terror Black Dance


Depois da Chuva de Poesia na Quarta 15, Moda e Fantasia na terça 21 e Explosão Poética Quarta 22, esta sexta-feira 24 chega ao Palco da II Trienal a dança que vai mexer com todos os presentes.

Sexta-Feira 24 de Setembro - Movimento Lev´Arte e Colectivo de Artes Tata Yetu convidam para noite da dança com “Terror Black Dance”.

Data: 24/09/2010

Local: Cine Nacional Teatro

Hora: 20:30

Entrada: Livre


Recordo-lhe que o Lev’Arte realiza todas as Quintas – Feiras do mundo, eventos de poesia, a partir das 19 horas, no King’s Club, bairro Vila-Alice. O Movimento foi criado no dia 20 de Julho de 2006 e conta já com uma obra literária intitulada “Palavras”, editada pela EuroPress em 2010.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Musa Calíope

Lançamento/Lanzamiento de la Revista Eletronica Internacional de Literatura e Poesia Musa Calíope.


Estimados Amigos,

Hoje estamos lançando a Revista Eletrônica Internacional de Literatura e Poesia Musa Calíope.

http://www.diarionline.com.br/index.php?s=noticia&id=19584

Ela é o resultado do esforço e mobilização de poetas como Balbino Oliveira, C. G. Lima, Lívia e Eliney Gaertner, escritor e historiador Roberto Aguilar e pela Diretora do Jornal Diário Corumbaense Rosana Nunes juntamente com a sua equipe.

Cordialmente,

Roberto Aguilar e Editores

Queridos amigos,
Hoy estamos lanzando la Revista Electrónica Internacional de Literatura y poesía Musa Calíope.

http://www.diarionline.com.br/index.php?s=noticia&id=19584


Es el resultado del esfuerzo y la movilización de poetas como Balbino Oliveira, C. G. Lima, Livia y Gaertner Eliney, escritor e historiador Roberto Aguilar y el Director de la Gaceta Oficial Corumbaense Rosana Nunes junto con su equipo.
Atentamente,
Roberto Aguilar y Editores

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Programação das actividades relacionadas à obra “MASSALO”

Dia 25 de Setembro no Elinga Teatro – 19h:00 – 21h:30

Lançamento da obra com a presença do Autor e Produtor. Apresentação, venda e sessão de autógrafos. Projecções de fotos do livro e algumas inéditas serão apresentadas. O autor dará ainda a conhecer o Universo musical que inspirou e o alimentou durante a construção deste trabalho.


Livro: MASSALO

Livro de nu artístico a preto & branco. Livro totalmente produzido em Angola e por angolanos, é o primeiro livro integral de nu artístico. As modelos são angolanas, assim como, naturalmente, todas as paisagens.

Autor: Massalo

Produzido: Nástio Mosquito para DZzzz Enterprises

Dia 27 de Setembro no Cine Nacional (Chá de Caxinde) – 15 Horas

Conferência: “MASSALO”

Aqui debater-se-á a nossa angolana e africana, relação com o corpo e com a roupa; do ponto de vista histórico, artístico, social e moral. Farão parte desta palestra a Historiadora e Professora Isilda Hurt e o Artista Plástico e Curador Fernando Alvim, para além do próprio autor e um representante da moral tradicional angolana.

Dia 29 de Setembro no Cine Nacional (Chá de Caxinde) – 21 Horas

Performance: “MASSALO”

3 Performers (músicos) reagiram ao universo criativo de Massalo. Fotos exclusivas, que não fazem parte do livro serão projectadas em dimensão gigantesca. Textos do autor serão também interpretados. Será uma combinação de elementos singulares que resultará numa experiência única. No palco estarão Gobliss, Guias, e Nástio Mosquito.

Website: www.massalo.net

http://www.dzzzz.info/

Obra fotográfica “MASSALO”,

Nota de Imprensa

O escritor e fotógrafo Massalo tem o prazer de o convidar para o lançamento da sua obra fotográfica intitulada “MASSALO”, no dia 25 de Setembro de 2010, a partir das 19 horas, no Elinga Teatro, em Luanda.

É um livro de nu artístico a preto & branco, totalmente produzido em Angola e por angolanos.

Sobre o Autor:

Matt Tali Massalo é natural de Luanda, autodidacta de formação. Tem as técnicas de pintura e fotografia.

* Livros de Massalo: “Silhuetas” (DZzzz editora, 2008) e “Aquarela” (Nzila, 2006).

Contamos com a vossa presença e contribuição para a divulgação e cobertura.

Website: www.massalo.net

http://www.dzzzz.info/

SEMINÁRIO NANDYALA: Africanidades e Educação

Africanidades e Educação “Culturas africanas, Educação e
Políticas Públicas”

- 25/09, sábado, 08h às 12h30
AUDITÓRIO UNA - Rua Aimorés, 1451 – Lourdes - Belo Horizonte

INSCRIÇÕES GRATUITAS! Você não pode perder!

8h30 - ABERTURA: “Africanidades no ENEM 2010”
Profa. Iris Amâncio (UFF/Letras)

9h - “BATE-PAPO AFRO: “ÁFRICA – raízes étnicas e diálogos interculturais”
Jean-Yves Loude (antropólogo e escritor francês, especialista em culturas
africanas)

10h - MESA REDONDA: “Heranças culturais africanas: religiosidade,
arte-educação e políticas públicas”
Prof. Rubens Alves Silva (UFMG/Antropologia) Prof. Marcos Cardoso (PBH e
CRCN) Prof. Denilson Tourinho (arte-educador,ator e modelo)

11h30 - SESSÃO DE AUTÓGRAFOS e BRUNCH
Estande NANDYALA (livros, CDs, DVDs e camisetas étnicas) Centro
Universitário UNA - Rua Aimorés, 1451 – Lourdes - Belo Horizonte

INFORMAÇÕES: (31) 3281-5894 ou eventos@nandyalalivros.com.br NANDYALA
Livros & Serviços Ltda.
Av. do Contorno, 6.000 – Lojas 01 e 05 – Ali na Savassi!
30110-060 – Belo Horizonte - MG

Escuta as vozes da terra

Durante a infância, o meu avô era o meu melhor amigo. Quando estávamos juntos, tudo me parecia perfeito.
Gostávamos ambos de passear pelos bosques. Nunca íamos muito longe, nem andávamos muito depressa. Escolhíamos caminhos sinuosos. Enquanto caminhávamos, eu fazia imensas perguntas:
― Avô, porque é…?
― O que se passaria se…?
― Será que às vezes…?
Um dia, perguntei:
― Avô, o que é uma oração?
O meu avô ficou em silêncio durante muito tempo. Quando chegámos junto das árvores mais altas da floresta, respondeu-me com uma pergunta:
― Alguma vez ouviste o murmúrio das árvores?
Pus-me à escuta, atento, mas foi em vão.
― Vê como as árvores sobem até ao céu. Tentam subir sempre mais. Querem chegar às nuvens, ao sol, à lua e às estrelas. Procuram elevar-se até ao céu.
Pensei nas árvores, procurei ouvi-las. Enquanto reflectia, sentei-me numa rocha velha, coberta de musgo. O meu avô explicou:
― As rochas e as montanhas também falam connosco. A sua calma e o seu silêncio inspiram-nos tranquilidade.
Depois de ter reflectido durante bastante tempo, peguei numa pedra e coloquei-a no meu bolso. Caminhámos um pouco mais, até junto de um ribeiro. A água borbulhava, cintilava, e viam-se pequenos peixes a nadar.
― Avô, os ribeiros também murmuram?
― Claro. Bem como todos os lagos, rios e cursos de água. Às vezes, correm tranquilamente. Espelham as nuvens, os pássaros, o sol ou as estrelas. Outras vezes, escoam-se em redemoinhos, lançam-se no mar ou evaporam-se no céu. E o ciclo recomeça… Também se riem e divertem com os seus amigos rochedos. Dançam, saltam, tornam a cair…Mas a natureza conhece outras formas de se exprimir. As ervas altas procuram o sol e as flores exalam o seu perfume doce. Quanto ao vento, sussurra, geme, suspira, e sopra-nos as suas palavras. Escuta o canto dos pássaros de manhã cedo, escuta o seu silêncio antes do nascer do sol. Consegues ouvir a melodia do pintarroxo ao cair da tarde? Os animais correm pela floresta, tornam-se reluzentes com a água, escalam montanhas, voam até às nuvens, ou refugiam-se na terra. É assim que todos os seres vivos participam na beleza do mundo …
Calámo-nos os dois. O meu avô olhava o horizonte e eu reflectia no que ele me tinha dito sobre as rochas, as árvores, a erva, os pássaros e as flores. Acabei por lhe perguntar de que modo rezavam os homens. O meu avô sorriu e passou-me a mão pelos cabelos. Respondeu:
― Tal como a natureza, os homens têm a sua linguagem própria. Podem inclinar-se para cheirar uma flor, ver o sol despontar no horizonte, sentir a terra mover-se docemente, ou saudar o dia que começa. Pode-se passear num bosque coberto de neve num dia de Inverno e ver o próprio sopro confundir-se com o sopro do mundo. A música e a pintura são também formas de expressão, de linguagem…. Às vezes, sentimo-nos tristes, doentes ou isolados. Então, repetimos as palavras que os nossos pais e avós nos legaram. Mas é preciso que cada um encontre as suas próprias palavras. O que é importante é dizer o que verdadeiramente se sente, o que nos vem do coração.
Passado algum tempo, o meu avô disse que eram horas de regressar. Mas eu tinha uma última pergunta:
― Será que há respostas para as nossas orações?
Sorriu.
― Se as escutarmos atentamente, as orações contêm as suas próprias respostas. Nós somos como as árvores, o vento e a água. Não podemos mudar o que nos rodeia, mas podemos mudar-nos a nós mesmos. É evoluindo que transformamos o mundo.
Depois deste passeio, ainda voltámos a passear juntos. De cada vez, tentei escutar as vozes da terra, mas creio que nunca as ouvi. Um dia, o meu avô deixou-nos. Continuei a pensar nele com todas as minhas forças, mas ele não voltou. Não podia voltar. Rezei até mais não poder. Depois, deixei de o fazer. Sem ele, tudo me parecia sombrio. Sentia-me muito só.
Alguns anos mais tarde, durante um passeio, sentei-me debaixo de uma árvore enorme. Os ramos mexiam e as folhas sussurravam. Ouvi o murmúrio de um ribeiro e o canto de um pintarroxo, pendurado numa madressilva. Ouvi também um ligeiro sussurro, misturado com o sopro do vento, com o canto dos pássaros e com o marulho da água.
Tal como o meu avô me ensinara, a terra falava comigo. Então, também eu murmurei, docemente:
― Obrigado pelas árvores grandes e pelas flores, pelos rochedos e pelos pássaros. E, sobretudo… obrigado pelo meu avô!
Foi então que algo aconteceu.
Senti – outra vez – o meu avô perto de mim…
E, pela primeira vez desde há muito tempo, tudo me parecia perfeito.
Douglas Wood
Grandad’s Prayers of the Earth
Paris, Gründ, 2000
(Tradução e adaptação)

IAURETÊ


A peça é uma livre adaptação do conto Meu Tio O Iauaretê de Guimarães Rosa e da obra literária Maíra de Darcy Ribeiro e cruza as histórias de dois personagens: Oxim um místico caboclo onceiro e Mehín Índio que revela a ancestralidade e os impactos da civilização nos povos indígenas brasileiros.

O espetáculo IAURETÊ estréia no dia 14 de outubro no Espaço Cultural Oficina de Investigação Musical - O.I.M localizado na Rua Portas do Carmo, 24 - Pelourinho (ao lado da Casa de Jorge Amado) no Largo do Pelourinho. A temporada da peça no Centro Histórico se estenderá até o final do mês de outubro, realizando apresentações todas as quintas-feiras de outubro sempre às 20 horas.

A partir do dia 05 de novembro o espetáculo IAURETÊ iniciará sua temporada no Teatro SESI Rio Vermelho todas as sextas-feiras 20 horas até o dia 03 de dezembro (exceto 14 de novembro que o grupo estará cumprindo agenda de viagem).
Confira o nosso blog: www.palmaresinaron.blogspot.com

Ficha Técnica

IAURETÊ (Adaptação das obras; Meu Tio O Iauaretê de Guimarães Rosa e Maíra de Darcy Ribeiro)

Adaptação e Direção: Lia Spósito
Orientação Artística: Antônio Godi
Direção Musical e Multimídia: Bira Reis
Percussão: Quiones (Zorival Santos)
Elenco: Maria Janaina e Victor Kizza
Produção Executiva: Victor Kizza
Assistente de Produção: Heloisa Jorge
Assistente Técnico: Nildo
Fotografia: Aldren Lincoln
Programação Visual: Letícia Martins
Divulguem!
Victor Kizza
(71) 9188-3292
Grupo de Teatro Palmares Iñaron