segunda-feira, 11 de outubro de 2010

As Origens do Reino do Kongo


Amigas e amigos,

Lançamento do livro As Origens do Reino do Kongo

Na Próxima Sexta-feira, dia 15 de Outubro, a Mayamba Editora e o BPC apresentam o livro As Origens do Reino do Kongo, de autoria do prof. Mestre Patrício Batsîkama.

O acto terá lugar no ALL principal da sede do BPC , à Marginal de Luanda, pelas 18H00.

A apresentação da obra estará a cargo dos Investigadores Simão Souindoula e António Setas

SINTAM-SE CONVIDADOS E LEVEM MAIS AMIGOS E AMIGAS.

PREÇO DO LIVRO: KZ 3.500,00 (três mil e quinhentos Kwanzas)

Literatura para Todos 2010

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Os escritores brasileiros Luiz Ruffato, Maria Esther Maciel, Cláudio Daniel e Ronaldo Correia de Brito, e o escritor angolano José Eduardo Agualusa, compõem o júri do concurso Literatura para Todos 2010, promovido pelo Ministério da Educação.


O prazo para a inscrição de livros vai até 13 de outubro. Podem apresentar obras literárias escritores brasileiros e dos países africanos de língua portuguesa: Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe.


O Literatura para Todos deste ano abrange nove gêneros e vai entregar prêmios individuais no valor de R$ 10 mil, em dinheiro, a nove escritores, além de editar e distribuir os livros para milhares de jovens e adultos em processo de alfabetização em todo o país.


As inscrições são validadas com o envio das obras literárias. No Brasil, o livro deve ser enviado para o endereço: 4º Concurso Literatura para Todos - Ministério da Educação, Esplanada dos Ministérios, Bloco L, sala 209. CEP 70047-900 - Brasília - DF. Os escritores africanos devem encaminhar as obras para as embaixadas do Brasil em seus países.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

7 de Outubro - Mesa Bicuda com Kate Hama



Não falte!
Local: Kings Klub
Entrada: 250kz
Data: 07 de Outubro
Hora: 19:00


Mais informações:
http://cangue.blogspot.com/2008/12/siamesa-da-kate-hama.html


" A siamesa: aparição, de Kate Hama? – perguntar-se-á. Não posso não responder, senão dizendo que é justa e precisamente desta cosmogonia e da cultura que ela encerra que parte e se constrói esta obra, ela mesma e a seu modo uma cosmogonia – ou, se se preferir, uma lenda fundadora sobre almas penadas, com suas almas e espíritos em trânsito entre o humano e a desencarnação, pelos universos do maravilhoso e do fantástico de que se alimentam as oraturas tradicionais angolanas. E isto, tanto ou mais que só uma obra do género literário da ficção científica.

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Dá-nos o autor como espaços onde decorre a narrativa, para além de Galáxias, como as do Além e dos Ares Quentes, por exemplo, a Cidade das Ruelas Estreitas (ou Apertadas), a Cidade de Solos Húmidos, os Condados do Labirinto, com o seu Salão Nobre, os Salões Amarelos da Constelação Unipolar, e a Esfera Rolante como se fosse o seu Cosmos.

Kapilas e Uvalas são os seres seus habitantes, muito embora entre si, por penetração sexual, à semelhança dos humanos, geneticamente se cruzassem e reproduzissem. Como seus líderes supremos, o Primeiro entre Pares e o Primeiro entre Ímpares.

“Lorde Kapito, o senhor do Labirinto” (título, aliás, do Capítulo V, e personagem que no capítulo anterior é dado como “O terror das imaginações”), “era um dedicado e extremoso anfitrião”, e um romântico. Acomodando “com brilho e riqueza em conforto os seus visitantes ou convidados.”, “Não acreditava que as guerras iluminavam a mente.”, pois

A paz, assim como a guerra, são dons universais que inúmeras vezes tiveram de ser exigidos da humanidade.

Os que se guerreiam, a uma dada altura sentem a necessidade da paz, para voltar a animar os valores mais usualmente humanos.

De certo modo, a paz mal amanhada e aconselhada é a guerra incubada. Para as zonas da Esfera Rolante que procurassem a paz e a calmaria, o Lorde tinha postado as Legiões dos Intriguistas, dos Conspiradores, Fazedores de Insatisfeitos, Promotores da Estupidez perante a Riqueza, e, finalmente, Corruptores. Um rol de gabinetes funcionais e activos em full-time, na defesa da existência da estrutura da Torre e dos seus superiores da Galáxia dos Ares Quentes.

Lêem-se estas palavras de exorcismo e de esconjuro da guerra e da morte que dela inevitavelmente advém, a páginas 45, cujos funcionários

Preocupavam-se com o dia a dia de certo número de escolhidos da Torre para lhes transmitirem, durante as festas, as orgias e os passeios nas localidades de Lorde Kapito, os fundamentos de uma vida saudável entre a intriga, a inépcia, a incompreensão, a desonra, a utilização daqueles que não eram adeptos dos ensinamentos do Lorde e daqueles que se uniram aos kapilas.

A vida durava pouco…

E mais adiante, diz o autor, volvendo a um plano já não tão próximo do humano, que “O valor da vida é pleno, quando a alma se confunde com os nossos dons, os espirituais e os naturais.”

Como anfitrião dos humanos, que antecipadamente se libertavam das suas “carcaças” para o encontro, o Lorde, depois de um “firme aperto de mão”, abraçava fortemente a alma dos homens, com quem trocava “Olhares sábios e segredantes.”, enquanto que

Às almas das damas, dependendo da sua estrutura física e tessitura facial, o Lorde tanto podia, depois de levemente vergar-se e menear a cabeça, beijar a mão como dar um ou dois dedos de conversa promissores!

O Lorde, com a sua “formação secular em Direito de Usurpação dos Dotes Inerentes ao Cérebro Humano.”, e como Representante do Primeiro entre Ímpares, não se poupava a esforços para impressionar as humanas almas que o visitavam, promovendo bailes e orgias inesquecíveis, lautos banquetes com tudo quanto de melhor, em comidas e bebidas se podia importar da Europa ou da África do Sul, a que nem os perfumes Kenzo, da sua particular predilecção, faltavam. Afinal, sentencia ele (ou o narrador por ele), “Os humanos viviam de ilusões e efémeras banalidades.”

Metáfora do poder, das suas estruturas e hierarquias, e metáfora da guerra, A siamesa: aparição é um romance cheio de humor, de ironia, e de transgressão (características tão comuns ao povo angolano, no seu quotidiano), onde o mito ancestral da dualidade, ou do duplo, se torna o fio condutor e labiríntico da narrativa, como desde o próprio título se dá a ler.

A perseguição à Siamesa, levada a cabo por uma Legião especial Ad-Hoc, da Constelação Unipolar, composta por Kanupy II, Dito e Alaina, é feita com as mais requintadas invenções tecnológicas, como os Carros de Cata-Ricos e os sistemas de comunicações bipolares, a par de camiões e automóveis humanos, onde não faltam sequer humaníssimos acidentes de viação, ou engarrafamentos dos túneis de ascensão. Túneis de ascensão para as almas, naturalmente. E para os seus meios de transporte, detecção e resgate.

Dividido em cinco partes e quinze capítulos, este primeiro romance de Kate Hama não descura nem a figura da mulher nem a sensualidade, o amor, o afecto e o erotismo nas suas páginas. E são justamente personagens femininas algumas das mais fascinantes criações ficcionais traçadas neste livro, como Alaina, Laurinda e Serafina, para além da Siamesa, que, depois da “missão cumprida” por Kanupy II, ao resgatá-la finalmente, e de lhe “fazer as análises da praxe”, a colocou a “relaxar na estufa central da Constelação Unipolar.” Posteriormente, e durante 12 horas, foi autorizada a voltar “a sentir emoções humanas.”, e a rever todos os seus entes queridos.

Não se pode dizer deste livro que seja uma obra-prima, muito embora, descontando, por vezes, um excesso de descritivismo narrativo, seja A siamesa: aparição uma obra consistente, reveladora de um talento sólido de contador de estórias, que vivamente auguro se venha aperfeiçoando nas próximas narrativas, pois só escrevendo, rasgando, reescrevendo muito, se aprende a escrever.

Livro de frescura e vida (porque, afinal, também as almas penadas ou extraterrestres são feitas de sentimentos e vida), A siamesa: aparição deve ser saudada em leitura de proveito e encantamento – e, permito-me repetir –, deve ser saudada fundamentalmente como a obra literária de um escritor que só a Paz pôde trazer à literatura angolana e, agora, ao nosso convívio."

*Zetho Gonçalves é poeta angolano e reside em Lisboa

*Por favor, envie comentarios para editor@pambazuka.org ou comente on line em http://www.pambazuka.org/

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Dog Murras publica novo CD quatro anos depois

Luanda – O músico angolano Dog Murras publica neste domingo, na Praça da Independência, em Luanda, a sua sexta obra discográfica intitulada "Angolanidade", depois de quatro anos ausente do mercado fonográfico.

O projecto, repartido em DVD (10 vídeo clipes recentes e sete conhecidos) e um CD com 12 temas foi produzido em Angola, pela B MAX Produções.

Falando em conferência de imprensa, o autor explicou que o álbum teve participação especial de jovens angolanos e abarca os géneros musicais Kazukuta, Kuduro, Semba, Kizomba e Funk-Kuduro, este último uma união de dois estilos nascidos de zonas pré-urbana de Angola e Brasil.

"Falar de Angolanidade é também dizer das possibilidades de alterarmos os comportamentos socialmente deploráveis, cujos resultados são visivelmente desagradáveis. Neste caso, são os resultados que nos obrigam a pensar", afirmou.

Salientou que quando canta por exemplo o tema "Pastor Locrata" procura "exprimir a realidade cultural do país na sua vertente religiosa", pelo que se faz passar por um "simples intérprete da realidade, sem fazer um julgamento".

Murthala Fançony Bravo de Oliveira, mais conhecido por Dog Murras, nasceu em Luanda, a 17 de Fevereiro de 1977.

É músico profissional há 15 anos, compositor e intérprete da mais recente geração da música popular urbana.

Iniciou a carreira musical na África do Sul, país onde esteve a frequentar o curso de Belas Artes, numa escola secundária de Joanesburgo.


Fonte: Angop

Escritor angolano vence prémio Jabuti na categoria juvenil no Brasil


Angop
Escritor  angolano Ondjaki

Escritor angolano Ondjaki

Luanda - O escritor angolano Ondjaki venceu recentemente, no Brasil, o prémio literário Jabuti na categoria juvenil, com o livro “Avó Dezanove e o Segredo do Soviético”, publicado pela Nzila em 2008.


O prémio Jabuti é um dos mais prestigiados galardões literários brasileiro e é atribuído em 21 categorias.


De acordo com uma nota de imprensa entregue hoje à Angop, Ondjaki é o primeiro autor angolano a ser distinguido com este galardão.


Já em Lisboa (Portugal), o escritor angolano apresenta quarta-feira a sua nova obra literária intitulada “Dentro de mim faz sul”.


A ser publicada pela Texto (Grupo Leya-Angola), a obra será exposta também em Angola, ainda este mês de Outubro, de acordo com o documento.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

1º Fórum sobre saúde mental

HOSPITAL PSIQUIÁTRICO DE LUANDA

1º Fórum sobre saúde mental

Data: 8 de Outubro - sexta-feira

Local: Centro Nacional de Oncologia - as 9 horas

Programa Alusivo ao dia mundial da saúde mental

A saúde mental tem sido entendida por leigos unicamente no foro psiquiátrico. Temos defendido amiúde a necessidade premente de reforçar a prevenção em relação a saúde mental e consequente bem-estar da população. Neste sentido, realizar-se-á a 8 de Outubro no anfiteatro do Centro Nacional de Oncologia, o 1° fórum sobre saúde mental, com o objectivo de criar espaço de partilha e de aprendizagem sobre as dúvidas e as questões que se colocam à volta do conceito de saúde mental e os problemas e dificuldades encontrados ao nível da sua integração social.

PROGRAMA

Discurso de abertura - Ministro da Saúde - Dr. José Van-dunem

1 Tema - Saúde mental e prevenção: Enfermeiro Licenciado Sr. Inocêncio

2- Tema - Comportamentos de risco e toxico dependência: Dr. Nvunda Tonet - Psicólogo Clínico

3 – Tema - Alcoolismo - pacientes atendidos nos serviços de urgências do HPL - I Semestre 2010 - Dr. Jaime Sampaio e Nascimento Karifete - psiquiatras

4 - Manejo do paciente psiquiátrico - Enfermeiro Joaquim Cavala

No intervalo será autografada a obra "Cartas a um viciado" de Evandra e Joel

AGENDA CULTURAL DE OUTUBRO

BAHIA dos SONS

no Espaço Bahia

Dias 5, 12, 19 e 26 3ª Feira Lukeny apresenta:

Artes ao Vivo 20H30M Entrada livre

Dias 7, 14, 21 e 28 5º Feira Hélder Mendes & Banda apresentam:

Show: Espíritos que Regressam 22H00M Entrada 500 Kz

Dias 1, 8, 15, 22 e 29 6ª Feira Sexta Acústica:

Cef & Made in Angola 22H30M Entrada 1000 Kz

Espaço Bahia T: 924 20 58 22/222 370 610 Av. 4 de Fevereiro, 183 – Luanda