terça-feira, 5 de outubro de 2010

Hélder Mendes no Projecto Bahia dos Sons


BAHIA dos SONS

no Espaço Bahia

NOTA DE IMPRENSA

O “Projecto Bahia dos Sons” tem o prazer de comunicar a apresentação neste mês de Outubro (todas as quintas - feiras - dias: 7, 14, 21 e 28), da temporada do artista angolano Hélder Mendes.

O show intitulado “Espíritos que regressam” vai ser apresentado no estilo Afro-Beat-Pop.

A banda que vai acompanhar Hélder Mendes é composta por:

Helder Mendes – Voz

Celso Brunhoso – Guitarra

Selson Costa – Baixo

Jó Pinto – Bateria

Nana – Percussão

Sobre o artista:

Hélder Mendes é angolano, nasceu na província do Kwanza – Norte, município de Cambambe. O cantor espera o lançamento do seu segundo álbum intitulado “Vumbi”, com músicas compostas e interpretadas em línguas nacionais.

Primeiro trabalho discográfico: África Okwaba”, ou “África Bela”, na tradução Kimbundo. O disco lançado em 2006 constitui-se apenas de quatro faixas musicais, com mil cópias, todas gravadas em Espanha.

Influências

Baaba Maal, Youssou N'dor, Angelique Kidjo, Salif Keita, etc.

Estilo

Afro Pop

www.myspace.com/heldermendespop

Pedimos a sua contribuição para a divulgação e cobertura do evento.

A sua presença é com certeza indispensável.

Contactos para informações e reservas: 924 20 58 22/222 370 610

Espaço Bahia

Av. 4 de Fevereiro, 183 Marginal – Luanda.

Luanda, 31 de Maio de 2010.

A história dos brincos de penas

Eu, índia Pé-Chato, da tribo dos índios Sempre-em-pé, vou contar-te esta história que se passou comigo, embora não pareça ser verdade.

Bem, é claro que algumas coisas não se passaram exactamente como aqui vão contadas, mas é assim que me lembro delas.

Sei que gostas de histórias, sobretudo à hora de dormir, então aqui vai uma para te fazer sonhar.

É a história de... um par de brincos tão especiais que não há outros iguais no mundo inteiro! Ora presta atenção...

Não vou começar por «Era uma vez», porque já ouviste muitas histórias que começam assim e não gostas de repetições. Cá vai então...

Estava um dia muito luminoso. Era o início da Primavera, estação radiosa na verdejante planície da Águia Tonta.

Todas as coisas criadas por Deus brilhavam de forma especial naquela manhã.

O pequeno índio Pé-de-atleta levantou-se bem cedo como é seu costume — especialmente no tempo quente — e pôs-se a correr pelo vale entre as montanhas cheias de rochedos e árvores tão antigas como o tempo.

Lá foi ele, tropeçando, aqui e ali, em caricas de Coca-Cola e caixas de Chiclets vazias (que o velho Oeste já não é o que era, por causa daquilo a que chamam progresso).

O pequeno índio costuma fazer exercício todas as manhãs, porque o pai, o índio Pé-Grande, lhe disse que só assim ficará alto e forte como ele (convém dizer que o índio Pé-Grande pesa mais de 100 quilos, todo nu, só com o colar de dentes de jacaré ao pescoço).

Ora, a certa altura, Pé-de-atleta parou um pouco para descansar e recuperar o fôlego. Foi então que viu cair, mesmo à frente do seu nariz arrebitado (o único nariz arrebitado da nossa tribo), seis pequenas penas de cores diferentes que, estranhamente, poisaram aos seus pés com toda a suavidade.

Pé-de-atleta baixou-se, recolheu as penas com cuidado para não as estragar e, de novo em pé, pôs-se logo a olhar para o céu…

Nem sombra de ave, qualquer que fosse! Nem condor, nem águia, nem abutre.

O pequeno índio voltou a olhar para as penas que tinha na mão.

Eram bonitas! Seriam mesmo de pássaro como pareciam? Talvez fossem penas de anjo, mas, segundo ouvira o professor Pé-Calçado dizer, as penas de anjo são sempre brancas — mais ainda do que a neve que cobre as montanhas no Inverno —, brancas e muito brilhantes, como se tivessem o Sol lá dentro. Já o vigilante da escola, o índio Pé-Descalço, garantira que os anjos maus tinham penas pretas, mas ninguém ligava muito ao que ele dizia. Na verdade, a sua ambição era ser o curandeiro da tribo, mas tinha ficado desclassificado no concurso por ser tão ignorante que não sabia distinguir uma gota de veneno de serpente cascavel de uma lágrima de crocodilo…

Pé-de-atleta voltou a olhar o céu com toda a atenção como quando seguia o voo de um papagaio de papel que escapara das mãos de um menino da grande cidade, ou quando procurava descobrir uma estrela nova. Porém, nada avistou. Nem ave nem anjo voavam por aquelas bandas naquela manhã.

Intrigado, o nosso amigo guardou as penas e dirigiu-se para a aldeia.

Pela altura do Sol, viu que já eram horas de se apresentar no tipi (nome dado a uma tenda índia) da sua tia Pé-de-meia.

Bem se lembrava de que a tia Pé-de-meia prometera dar-lhe um colar de dentes de urso (já usado) quando ele completasse dez anos de idade, o que acabara de acontecer, na véspera.

Uma promessa é uma promessa! Um índio sabe que deve cumprir o que prometeu.

E Pé-de-atleta lá foi, apressando o passo, de cabelo ao vento, entre voos de insectos coloridos.

A tia Pé-de-meia estava sentada confortavelmente dentro do seu tipi.

Via-se que estava concentrada a coser uma manta muito velha que já tinha dez remendos e cheirava a tantas coisas que atraía coiotes e lobos, mesmo que passassem a

grande distância.

Curioso sobre o seu achado, o pequeno índio resolveu perguntar-lhe se ela sabia a quem teriam pertencido as penas que trazia consigo.

A resposta da tia Pé-de-meia não se fez esperar.

— Ao Tio Patinhas — disse ela, para quem o Tio Patinhas era o pato mais interessante de que ouvira falar. De facto, ele era o ídolo que tanto desejava conhecer, por ser quase tão poupado como ela.

Neste momento, entrou no tipi da tia Pé-de-meia o índio Pé-de-salsa, ajudante do cozinheiro do Chefe da tribo, que vinha trazer uns biscoitos que o cozinheiro Pé-de-porco fizera. Pé-de-salsa ouvira a resposta da tia Pé-de-meia e deu logo a sua opinião: — Toda a gente sabe que as penas do Tio Patinhas são brancas. — Então, pensou um pouco e acrescentou:— Eu digo que são penas de falcão.

Cada vez mais intrigado, o pequeno índio Pé-de-atleta agradeceu à tia o presente que recebera: o colar (muito usado mas ainda com três dentes em bom estado, os restantes estavam cariados ou partidos).

Em seguida, provou um biscoito e despediu-se.

Depois, foi para o seu tipi esperar pela hora da reunião da tribo à volta da fogueira. Nessa altura, segundo esperava, iria satisfazer a sua curiosidade porque algum dos mais velhos haveria de saber dar-lhe uma resposta clara. Os mais velhos sabiam coisas incríveis — até os nomes das estrelas, que eram mais do que todos os antepassados da tribo juntos!

O feiticeiro da tribo estava de férias, numa praia do Brasil. Assim, quando a noite caiu — catrapuz! — sobre a aldeia, o ajudante do feiticeiro, o índio Pé-de-escuteiro, foi buscar lenha e fez a fogueira com todo o rigor, como só ele sabia fazer.

Quando já se via uma bela chama a sair dos ramos, Pé-de-escuteiro abanou a cabeça para cima e para baixo, satisfeito.

A fogueira estava magnífica, digna do índio mais exigente do planeta!

Então, pôs-se a cantar para chamar toda a gente.

Como cantava alto e francamente mal, todos vieram a correr, como sempre, para evitar que caísse sobre a aldeia uma carga de água pesada, acompanhada de raios e trovões. Na realidade, essa calamidade já acontecera porque nem as nuvens suportavam tal cantoria!

Reunidos à volta do fogo, todos começaram por ouvir os mais velhos dizer mal do reumatismo, da tribo Pés-na-terra (grande rival nos jogos e nas lutas) e do seu chefe, o terrível Ponta-Pé.

Em seguida, Pé-Direito, o curandeiro, mergulhou um dedo em mercurocromo e fez dois riscos na cara. Depois, fechou os olhos. Via-se que tinha entrado em grande concentração.

A certa altura, levantou-se e apresentou a sua dança especial para reuniões, ao som de uma cantiga cuja letra só ele sabia, porque lhe tinha sido ensinada pela sua bisavó Pé-Atrás (que pertencia a uma tribo que falava outra língua). De qualquer maneira, segundo parece, tratava-se de uma canção sobre a melhor maneira de fazer uma bebida mágica à base de gengivas de escaravelho, pestanas de lagartixa e unhas de bisonte, com muito piripiri, seiva de cacto e água-pé. Uma bebida para animar os adultos mais tímidos nos serões da tribo.

Depois da dança, fez-se silêncio. Então, o pequeno Pé-de-atleta levantou-se e pediu a palavra para perguntar, mostrando as penas, se alguém sabia de onde teriam vindo. Explicou que não tinha encontrado uma única ave no céu, naquela manhã, o que até podia jurar meia dúzia de vezes, depois de cuspir na mão esquerda e cortar a unha de um dedo do pé, se fosse mesmo necessário.

O primeiro que ali deu a sua opinião foi o índio Pé-de-cabra, que já tinha estado preso por roubar cavalos à tribo vizinha.

Este índio ambicionava entrar num anúncio de televisão a uma marca de cigarros muito famosa, mas, na verdade, não tinha cavalos que o fizessem brilhar como gostaria.

— São penas de faisão — disse Pé-de-cabra, com ares de entendido, atirando a trança para trás das costas, de rompante, fazendo rir a sua mulher, Pé-no-chinelo.

— Qual quê?! — atalhou a índia Pé-de-galinha, que era, juntamente com a sua irmã gémea, a mulher mais velha da tribo e que já via mal (mesmo com a sua inseparável lupa). — Bem se vê que são penas de abutre. — E, em seguida, perguntou à irmã (que tinha vivido em França e era conhecida por Pied-de-poule): — O que é que tu dizes, mana?

A outra mirou e remirou as penas que o pequeno índio lhe foi mostrar e, depois de as aproximar da ponta do nariz, deu uma resposta esclarecedora, na sua voz roufenha:

— Nem mais!

continua…

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Quinta da Poesia "com Movimento Lev´Arte"

Quinta-Feira é POESIA EU ViVo

A próxima Quinta - Feira traga o seu Poema e partilhe a sua voz com um mundo de amor, partilha e arte.

Venha dar vida ao Mundo Lev´Arte.

Local: King´s Club/Vila Alice

Hora: 19:00

Entrada: 250kz

Data: 07 de Outubro de 2010

Linha da Arte: (00244) 927 00 17 80 e 917 05 15 50

levarte.angola@gmail.com

www.fazemosacontecer.blogspot.com

www.levarteangola.blogspot.com

sábado, 2 de outubro de 2010

"Queimadas" em Angola


"Foi um quadro que pintei, numa série sobre "queimadas" em Angola, e o scanner não saiu muito bem... Mas foi de todos o que me deu mais prazer. Pena ter sido roubado, e sabe Deus em que mãos estará agora!... Espero que na parede de casa de alguém que o saiba apreciar..." Lourdes Ximenes Lopes

Show Poeta Momentâneo




Hora
Sábado, 16 de Outubro às 19:00 - 13/11 às 22:00

LocalValodia salão Lai roi

Criado por

Mais informaçãoPara a todos que quiserem assistir, o espectáo de Poesia do Poeta Momentâneo é só chegar até ao pau preto Luanda. ou ligar para os seguintes números 923772386 928270007

Música "Xperanssa" de PM feat. Anyll e Hezbollah já no myspace

A música "Xperanssa" da autoria do rapper PM feat. Anyll e Hezbollah, já foi postada para escuta no nosso myspace oficial, WWW.MYSPACE.COM/PMLIRICAL  
mais informações visitem o nosso espaço blog WWW.PMLIRICAL.BLOGSPOT.COM,
 
BY: BLOG OFICIAL - PMLIRICAL
pmlirical@hotmail.com
 
Outros contactos:

lirical-record@hotmail.com
+351 964 919 799 (Portugal - Europa) 
+351 926 454 748 (Angola - África)
 
Espaços associados:
www.lirical-record.blogspot.com 
www.hiphopexcentrico.blogspot.com

BESA FOTO2010

Dando seguimento ao seu interesse pelo mundo das artes e pelo impulsionar da cultura angolana, o BESAcultura promove até 11 de Outubro de 2010, pelo 3º ano consecutivo, o concurso de fotografia denominado BESAfoto2010, aberto a fotógrafos amadores e profissionais de nacionalidade angolana, residentes em Angola ou no estrangeiro.

Os critérios de avaliação serão definidos por um júri coordenado pela World Press Photo e constarão dos materiais de divulgação do concurso, sendo atribuídos três prémios (avaliados em 30.000 dólares) e 10 menções honrosas. A cerimónia de entrega de prémios terá lugar a 15 de Novembro de 2010.

Dada a relevância desta expressão artística, oferece-se também aos candidatos interessados a oportunidade de frequentarem um Workshop de Fotografia leccionado pelos membros internacionais do júri que irá realizar-se de 6 a 13 de Novembro. Serão aceites apenas 8 participantes, a serem seleccionados pela World Press Photo, enquanto entidade organizadora.

Com a interligação destas acções e o apoio da World Press Photo, o BESAcultura pretende dar a conhecer o trabalho que se vem a desenvolver no âmbito da fotografia, não só estimulando o profissionalismo, como promovendo internacionalmente talentos angolanos.

Para mais informações sobre o concurso consulte o site: www.besa.ao

Telefone: 222 693 600
E-mail: besa cultura@angola.bes.pt