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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Poemas do meu dorso: "Cotação"

Com oito cilindros
da altivez de antílope
caçava planaltos
por essa estrada umbigo de abacaxi
sob ciclos de cieiro.

Com BI prenhe de metáforas
abria castelos infindos
também pintava dunas e grilos no palheiro.

Com conta de dígitos fecundos
comprava um amor
bem intenso e verdadeiro.

Gociante Patissa
Durante o matabicho no “Café da Cidade”, Benguela 7 Setembro 2010

Fonte: www.angodebates.blogspot.com

quinta-feira, 15 de julho de 2010

terça-feira, 13 de julho de 2010

William Shakespeare

Biografia William Shakespeare

Shakespeare é considerado o mais importantes dramaturgo e escritor de todos os tempos. Seus textos literários são verdadeiras obras de arte e permaneceram vivas até os dias de hoje, onde são retratadas freqüentemente pelo teatro, televisão, cinema e literatura.

Nasceu em 23 de abril de 1554, na pequena cidade inglesa de Stratford-Avon. Nesta região começa seus estudos e já demonstra grande interesse pela literatura e pela escrita. Com 18 anos de idade casou-se com Anne Hathaway e, com ela, teve três filhos. No ano de 1591 foi morar na cidade de Londres, em busca de oportunidades na área cultural. Começa escrever sua primeira peça, Comédia dos Erros, no ano de 1590 e termina quatro anos depois. Nesta época escreveu aproximadamente 150 sonetos.

Embora seus sonetos sejam até hoje considerados os mais lindos de todos os tempos, foi na dramaturgia que ganhou destaque. No ano de 1594, entrou para a Companhia de Teatro de Lord Chamberlain, que possuía um excelente teatro em Londres. Neste período, o contexto histórico favorecia o desenvolvimento cultural e artístico, pois a Inglaterra vivia os tempos de ouro sob o reinado da rainha Elisabeth I. O teatro deste período, conhecido como teatro elisabetano, foi de grande importância. Escreveu tragédias, dramas históricos e comédias que marcam até os dias de hoje o cenário teatral.

Os textos de Shakespeare fizeram e ainda fazem sucesso, pois tratam de temas próprios dos seres humanos, independente do tempo histórico. Amor, relacionamentos afetivos, sentimentos, questões sociais, temas políticos e outros assuntos, relacionados a condição humana, são constantes nas obras deste escritor.

Em 1610 retornou para Stratford, sua cidade natal, local onde escreveu sua última peça, A Tempestade, terminada somente em 1613. Em 23 de abril de 1616 faleceu o maior dramaturgo de todos os tempos.

Principais obras:

Comédias: O Mercador de Veneza, Sonho de uma noite de verão, A Comédia dos Erros, Os dois fidalgos de Verona, Muito barulho por coisa nenhuma, Noite de reis, Medida por medida, Conto do Inverno, Cimbelino, Megera Domada e A Tempestade..

Tragédias: Tito Andrônico, Romeu e Julieta, Julio César, Macbeth, Antônio e Cleópatra, Coriolano, Timon de Atenas, O Rei Lear, Otelo e Hamlet.

Dramas Históricos: Henrique IV, Ricardo III, Henrique V, Henrique VIII.


Frases e Pensamentos de William Shakespeare

"Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém...
Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim...
E ter paciência para que a vida faça o resto..."


"A paixão aumenta em função dos obstáculos que se lhe opõe."


"Ser grande, é abraçar uma grande causa."


"Todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente."


"Quando fala o amor, a voz de todos os deuses deixa o céu embriagado de harmonia."


"Lutar pelo amor é bom, mas alcançá-lo sem luta é melhor."



Source: www.pensador.info/autor/william_shakespeare/

sábado, 26 de junho de 2010

Afrika: Who Knows Tomorrow?

Author: Koluki | Filed under: , , ,

Scramble for Africa - Yinka Shonibare



Just got this news via My Weku:


Who Knows Tomorrow - this piece of worldly wisdom, heard everyday over large parts of Africa, provides the title for a remarkable project held by the National Gallery (Berlin, Fri 4 June - Sun 26 September 2010), for which it has invited five internationally acclaimed artists, whose work is primarily shaped by their African origins, to join together in creating a major exhibition in Berlin.

Their works, completed and installed, for the most part, in prominent positions outside four of the National Gallery's separate venues (Old National Gallery: El Anatsui, New National Gallery: Pascale Marthine Tayou, Friedrichswerder Church: Yinka Shonibare MBE, Hamburger Bahnhof: Zarina Bhimji, António Ole), will together serve to spark a dialogue over questions that are now more topical than ever before, thanks to the radical upheavals currently sweeping political, social and economic systems that had, until now, been considered unshakeable. These questions include: is uncertainty over the future now the greatest certainty we have today? Whose history needs to be told and faced up to now? What is art's contribution to helping overcome (art) historical constructs, clichés and stereotypes?
fonte: www.koluki.blogspot.com/

domingo, 20 de junho de 2010

Jose' Saramago (R.I.P.)



Acho que na sociedade actual nos falta filosofia. Filosofia como espaço, lugar, método de reflexão, que pode não ter um objectivo determinado, como a ciência, que avança para satisfazer objectivos. Falta-nos reflexão, pensar, precisamos do trabalho de pensar, e parece-me que, sem ideias, nao vamos a parte nenhuma.

Jose' Saramago


Source: www.koluki.blogspot.com

quarta-feira, 9 de junho de 2010

ROSA EM TEMPO DE CHUVA

Rosa de há tempos
quando voltaste
uma rede de amor
amuletos de sedução
no balaio de certezas
carne em festa e
um certo coração,

rosa de agora que ficaste
a magia esquecida
entre os dedos sofrida
energia detida
em frasco de perfume,

quero-te rosa,
mas, a esterilidade do gesto
e a superficialidade do toque
um fogo quase afogado
encubado,

rosa, quero que voltes
mas não fiques,
cumpre a tua missão
de nuvem carregada e
dá-me a tua chuva. Apenas.

{A.S.
in S.O.S.}



A Rosa era uma jovem mulher negra. E tenho para mim que o seu apelido era Bonita. Dizia-se que tinha estado em Portugal a estudar e de la’ voltado assim: feita Joana Maluca dos anos 80. Rosa Bonita e Joana Maluca, duas mulheres-simbolo do pior tipo de violencia que pode ser exercido sobre a mulher: a sua coisificacao sexual enquanto deficiente mental; Rosa Bonita e Joana Maluca, duas mulheres-testemunho do pior mal de que pode enfermar toda uma cidade, toda uma sociedade: a total indeferenca, quando nao "divertimento", com que os seus casos eram “olhados”…

Enquanto a Joana Maluca “exercia o seu mister” nas ruas e bordeis do Bairro Operario dos anos 60 e 70, servindo os contingentes de tropa portuguesa que ali eram despejados em camiões, a Rosa Bonita “exercia-o” nas ruas e hoteis da Baixa Luandense, servindo os cooperantes estrangeiros do pos-independência.

Mas, se da Joana Maluca dos meus tempos de miuda eu tinha medo, fugia dela quando a via, da Rosa Bonita nao: era muito simpatica, trazia sempre um sorriso nos labios e uma flor no cabelo. Vi-a varias vezes gravida – nao sei o que foi feito dos filhos…

Um dia quis ter uma conversa com ela. Uma conversa como um banho de chuva que lhe lavasse o corpo e a alma e soltasse o seu perfume original. Uma conversa que a fizesse voltar a si. Apenas.


Just Poetry (XIV)

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Esta Quinta Feira Há Poesia Eu ViVo e Mesa Bicuda

imagem: www.marisamelo.files.wordpress.com

Esta Quinta Feira Há Poesia Eu ViVo e Mesa Bicuda no King´s Club

Data: 03 de Junho de 2010
Local: King´s Club/Vila Alice
Hora: 19h00

Mais informações: (00244) 917 05 15 50


"O poeta disse que a poesia está para a prosa, assim como o amor está para a amizade e quem dirá que essa não lhe é superior? Não tenho certeza de nada, apenas acho que sim. Um pouco de poesia ao coração não faz mal a ninguém. Poesia faz os dias serem mais claros, mais raros e mais intensos. Mas que esse poeta seja delicado a cada verso escrito, porque se essa poesia teimar em desandar, já era. A poesia é mais sensível e não é qualquer um que sabe escrever e apreciar, assim como o amor. Poucos, muito poucos. A prosa é mais amiga. Não trai em qualquer tropeço e para quem sabe mexer com ela, o que parecia ser um tropeço vira uma linda história a ser contada, assim como a amizade. Os verdadeiros amigos nunca abandonam, nunca se deixam abandonar, nunca se fazem abandonar e mesmo quando se sentem só, percebem que foi uma mera distração. É muito bom viver com essa tal prosa todas as manhãs. Escrever um capítulo todos os dias e lá na frente ter um bom texto para ler. Mas melhor ainda seria poder contar com uma linda poesia que sorrisse todos os dias e fosse intensa a cada manhã. É uma pena! O mundo aqui fora grita por poesia." Publicado por marisamelo

terça-feira, 6 de abril de 2010

"Ler é um hábito" e o dia da literatura infantil



A literatura infantil é muitas vezes vista como sendo uma literatura menor, no entanto, ela é também arte que deleita nossos sentidos porquanto o escritor desse gênero procurará com a sua sensibilidade, encantar, trabalhar o imaginário e a fantasia.

Foi no longíquo Séc.XVII que a literatura infantil constitui-se como gênero. A família burguesa, na sua mobilidade social, valoriza cada vez mais a criança e reorganiza a escola e, atendendo sua associação com a pedagogia, a literatura infantil começa a desenvolve-se.

Este ano, o Dia Internacional do Livro Infantil, 2 de Abril, coincidiu com as festividades da Sexta-Feira Santa. O dia homenageia o escritor Hans Christian Andersen. Hans foi um renomado escritor dinamarquês de histórias infantis e escreveu mais de 156 contos.

Na quinta-feira, fui convidado ao programa Zimbando da TV Zimbo, onde também estiveram os escritores que escrevem para crianças, John Bella, Yola Castro (na foto ao lado) e ainda o radialista Quim Freitas ou simplesmente "Tio Quim" como é carinhosamente conhecido pelas crianças. Fomos unânimes em defender a necessidade de se continuar a produzir e divulgar a literatura infantil angolana, certamente com os apoios de toda a sociedade porque, o texto literário infantil é capaz de criar situações que promovam a discussão acerca de valores morais, sentimentos e atitudes.

Diversas actividades ocorrera para saudar a data. No Kuito-Bié, a Biblioteca Provincial realizou uma exposição de literatura infantil com cerca de mil setecentos livros diversos. Em Luanda, na praça da Independência, Maria Aline com o projecto "Ler é um hábito" juntou escritores e livrarias para exporem seus livros e assim festejar condignamente a data e contribuir no incentivo do gosto pela leitura no seio dos alunos.


Para a escritora Marta Santos (na foto acima), "incentivar o gosto pela leitura, é EDUCAÇÃO, ler instrui", logo a iniciativa da Maria Aline deve ser apoiada bem como demais iniciativas.

Conversei com diversas crianças no local que visivelmente estavam animadas. O Lucílio (na foto acima), do colégio Bifânia, na Kalemba 2, deixou a seguinte mensagem para seus colegas e amigos, "quero que as crianças leiam mais e estudem mais e que os papás ensinem as crianças a gostarem de ler". A mãe do Lucílio, Albertina Soba, acrescentou que "leio para os meus filhos desde cedo e assim eles vão ganhando o gostinho de ler. Ela mostrou-se regozijada pela iniciativa da feira e fez um apelo aos empresários que devem continuar a apoiar iniciativas do gênero.

Diversos títulos infantís foram expostos a destacar-se o livro infanto-juvenil "As aventuras de Ngunga" de Pepetela.


Os adultos também alegraram-se com a quantidade de títulos apesar de os preços dos livros ainda serem caros. A senhora Rosa, que não aceitou ser fotografada, disse que " as autoridades governamentais têm a maior responsabilidade de incentivar os hábitos de leitura e devem influenciar na redução dos preços dos livros. Desse modo os pais vão certamente comprar livros para os filhos e não só brinquedos, porque o livro ajuda no desenvolvimento cultural das crianças e, mesmo para as crianças que não podem ler, as figuras, as cores influenciam no crescimento da criança".

Força ao projecto "Ler é um hábito" da Maria Aline e viva a literatura infantíl angolana.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

O Forno, o Feminino e o João Tala

O "Forno..." resultado de uma inspiração que surgiu há 20 anos quando na província da Lunda Norte, o João Tala visittou o Museu do Dundo, onde se deparou com uma escultura em forma de mulher , denominada “Forno feminino”. A estatueta do "Forno feminino"esculpida em barro com contornos de uma mulher, cuja ventre se abria uma cavidade, que segundo a simbologia reprodutiva local, os caçadores acreditavam que a estátua dava sorte e ganhos aos nativos”.

Eis a homenagem à mulher deste amigo das boas letras, elas merecem pois "O dia é feminino" e "O período feminino". É doce a canção para a mulher doce forno porque ela é para o Tala e o homem "Um semba..." que "...é uma história de mulher".

Para Amélia da Lomba, a mulher linda que apresentou o forno, "... o livro é uma homenagem à mulher em toda sua “dimensão” e ao seu “espírito de sacrifício”. É uma narrativa poética na qual a mulher é o centro da vida, sendo retratada em diferentes facetas como esposa, companheira, musa inspiradora, entre outras qualidades femininas. O “Forno feminino” é um volume constituído por várias poesias sem barreiras e fronteiras, onde os homens também podem se rever. Disse e muito bem, porque nota, ela "Liberta-me do esquecimento, mulher

Ela solta o corpo o texto animal
e frutos avultados.

Quando prontos os frutos
bebo-lhe noites o odor da manada.

A ela devo as coisas mais elementares:
o suspiro libertador
a primeira água e,

o evangelho deste corpo intacto e húmido;
a água acumulada no meu celibato
como o amor no último cuspo."

João Tala nasceu aos 19 de Dezembro de 1959 em Kamweya, província de Malanje, onde efectuou os seus estudos primários e parte do secundário, que concluiu em Luanda. Daí que o poeta não pode deixar de desenhar versos para a "Malanjina"

Vou de camuflado vou imune
visitar a manjina
vou com a ciência dos amantes
não posso esperar
esperas criam cicatrizes
e eu já estou ingusrgitado

ela engoliu-me a infância
cabe ainda no cheiro
procuro-a na sombra ou na pedra
onde quer que haja um lugar de leite "
É uma edição da editora Kilombelombe, da colecção "Os Nossos Poetas" n.º 24. Em conversa aprazível com o editor, homem de cultura e simples no trato, abordamos assuntos a ver com o mercado editorial. A Kilombelombe quer ver angolanos a lerem, Virgílio Coelho ressaltou essa necessidade de cada vez mais haver necessidade de se cultivar os bons hábitos de leitura. A colecção, que conta já com 24 obras, algumas no prelo, tem um rol de poetas talhados na caneta, a destacar as mulheres poetas como Amélia da Lomba com o "Espigas do Sahel", "Nirvana" de Isabel Ferreira e ainda "Na boca árida da Kyanda" de Chó do Guri.


O Banco de Poupança e Crédito, patrocinadora da Kilombelombe, vai continuar com o compromisso de apoiar os projectos artísticos nacionais, com vista a desenvolver, cada vez mais a cultura nacional. Um exemplo no âmbito da responsabilidade social das empresas. Virgílio Coelho referiu que o BPC, apesar da função comercial, tem colaborado com as editoras e ajudado muitos escritores a lançarem e a promoverem livros.

Os amigos e familiares e companheiros de letras do autor acorreram ao hall do BPC. O momento cultural foi abrilhantado pelo músico das raízes, o jovem Wiza.


Bibliografia de João Tala
Poesia
1. A forma dos desejos, 1997-UEA
2. O Gasto da Semente, 2000-A letra
3. A forma dos desejos II, 2003-Chá de Caxinde
4. Luagr assim, 2004-UEA
5. A vitória é uma ilusão de filósofos e de loucos, 2005-UEA
6. Forno Feminio, 2009-Kilombelombe
Prosa (ficção)
1. Os dias e os tumultos, 2004-UEA
2. Surreambulando. 2007-UEA

Nas fotos:
Mulher linda no lançamento; mulher poeta Amélia da Lomba e Nguimba Ngola; mais mulheres bonitas; João Tala, o poeta assinando autógrafos; Nguimba ngola e Virgílio Coelho, o editor; Virgílio Coelho, Jáo Tala e Paixão Júnior do BPC; o escritor António Pompílio, Rildo Manuel, jornalista e um amigo; Wiza, o músico e o escritor Kudijimbe.