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sexta-feira, 25 de maio de 2012

Isced promove segundas jornadas sobre o dia de África


Uíge- O Instituto Superior de Ciências da Educação (ISCED) no Uíge promove a partir de quarta-feira, nesta cidade, as segundas jornadas de reflexões sobre o dia de África, que se celebra a 25 de Maio.

De acordo com fonte da organização, o evento vai servir para se debater sobre a temática "Problemática da formação integral e qualitativa do cidadão africano para o desenvolvimento sustentável do continente".

A actividade, que decorrerá de 23 a 25 de Maio corrente, visa consciencializar as novas gerações sobre os problemas do continente e encontrar pistas de solução das varias dificuldades que afligem o continente.

As segundas jornadas de reflexões sobre o dia de África decorrerão em forma de conferência, apresentação de trabalhos em posteres, mesas redondas, grupos de discussão, poesia e teatro, músicas e danças africanas e projecção de filmes sobre África e outros.


Os temas em abordagem deverão cingir-se sobre "fome em África", "Saúde", " educação", "Conflitos armados em África", "Paz e reconciliação em África", "desenvolvimento em África", "preservação do meio ambiente", "cultura", "processo eleitoral em África", assim como "Ciência e tecnologias".

Além de estudantes e professores de diferentes instituições escolares, participarão das 2ª jornadas governantes, organizações e organismos internacionais, serviços consulares em Angola, médicos, religiosos, políticos, investigadores nacionais e internacionais e outros.

Palestra sobre Dia de África acontece no Zaire


O escritor angolano Patrício Batsîkama vai proferir uma palestra sobre “A importância do 25 de Maio (Dia de África), nessa sexta-feira, no anfiteatro do Governo Provincial do Zaire.

Em declarações à Angop, Patrício Batsîkama fez saber que o 25 de Maio (data em que se assinala a criação da Organização de Unidade Africana - OUA - em 1963, actual União Africana (UA) tem um duplo sentido, ou seja, cultural e político.

“Quando se criou a OUA, a primeira ideia foi a de resgatar os valores culturais africanos que eram menosprezados na época colonial, tendo em conta que se pretendia cultivar o fortalecimento da cultura rumo à unidade do continente”, indicou.

As intenções de unidade dos povos africanos, através do respeito de questões como os hábitos e costumes, segundo o palestrante, estavam subjacentes na constituição da OUA, mas devido aos diversos problemas do continente como doenças e conflitos não houve possibilidade de os desenvolver cabalmente.


No plano político, apontou, ainda denota-se também dificuldades como as ligadas às sequelas do colonialismo, desde já, o facto de que se continua a depender, em determinadas questões fundamentais das ex-colónias.

Para si, deve haver na sociedade africana, em especial, na UA, uma reflexão permanente dos problemas que afligem o continente berço, de modo a homenagear aqueles que lutaram para que a OUA fosse um facto no mundo.

Depois desta dissertação, Patrício Batsîkama faz outra sobre “A importância da Investigação na universidade”, a decorrer na Universidade 11 de Novembro, igualmente no Zaire.

Depois de 38 anos de actividade em prol da paz e do desenvolvimento do continente, a 2 de Março de 2001, em Sirte, Líbia, perto de 40 estadistas reunidos na V Cimeira Extraordinária da OUA proclamam o nascimento da União Africana (UA).