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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

AS RIVALIDADES POLÍTICAS ENTRE A FNLA E O MPLA


Lançamento
AS RIVALIDADES POLÍTICAS ENTRE A FNLA E O MPLA, 1961-1975 - ENSAIO DE HISTÓRIA POLÍTICA
Autor: Jean Martial Arsène Mbah
Dia: 12 de Setembro (Segunda-feira)
Hora: 17H30
Local: ISCED-Luanda
Apresentação: Embaixador Luís Neto Kiambata

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Homenagem a Uanhenga Xitu pelos 87 anos


Homenagem a Uanhenga Xitu pelos 87 anos - com Lançamento de 2 livros Manana e Bola com Feitiço - Junte-se à homenagem

MANANA E BOLA COM FEITIÇO


Mayamba

Editora

ler é desvendar o mundo

LANÇAMENTO

Associando-se à Homenagem que a União dos Escritores Angolanos vai tributar ao autor, por ocasião do seu 87º aniversário natalício, a Mayamba Editora apresenta

Dia: 29 de Agosto de 2011 (Segunda-feira), pela 17H30

2 Livros de UANHENGA XITU (AGOSTINHO ANDRÉ MENDES DE CARVALHO):

MANANA E BOLA COM FEITIÇO

Acesso: Livre.

Sobre o livro Manana, O livro Manana dá-nos um quadro exemplar da situação do assimilado antes do processo de consciencialização por que passou o intelectual angolano no fim dos anos 40 e no princípio da década de 50 do século XX colonial. Sobrevivência com tudo o que isso implicava de conformismo, de aceitação do estatuto de colonizado, é, nesse período, o alvo do assimilado incapaz de atender às contradições das estruturas em que se insere e dá ao seu esforço uma dimensão libertadora. O assimilado, nessa fase, pensa que as soluções são individuais, possíveis de alcançar-se à custa de tudo e de todos. A manha, a ladinice, a esperteza são as armas ilusórias desse pícaro que acaba por ser vítima da sua inserção incorrecta na realidade.


Manha, ladinice, esperteza ajudam a definir a atitude do narrador-protagonista perante a vida. Pícaros, anti-herói caracterizam Felito Bata da Silva, o protagonista, na sucessão interminável de patranhas que é o seu quotidiano de marido infiel, de pequeno D. Juan trapaceiro.


Felito não está interessado em mudar o mundo: aceita ou antes para sobreviver, para se mover na enganadora liberdade por que optou, finge aceitar as estruturas sociais vigentes – é um conformista, e com o seu conformismo consegue a consideração dos velhos, dos representantes do mundo tradicional, também eles vítimas da alienação que o colonialismo a todos estende.


Manana é uma crítica ao sistema colonial-fascista que asfixiava o povo angolano.


Sobre o autor:

Uanhenga Xitu é o nome literário de Agostinho André Mendes de Carvalho, nascido em Íkolo e Bengo, província do Bengo, a 29 de Agosto de 1924. É um dos escritores angolanos mais originais e carismáticos. Nos últimos anos tem sido objecto de estudos científicos e homenagens, não só em território angolano como em outros países.


Eminente contador de estórias populares, a narrativa de Uanhenga Xitu está despida do rigor literário, pois a preocupação primária do autor é estabelecer uma ligação semiótica com o seu povo, que o estimula a escrever. A sua vivência na senzala transformou-o num homem solidário e interessado com as necessidades humanas.


Profissionalmente é enfermeiro e exerceu clandestinamente actividades políticas visando a independência de Angola, tendo sido preso pela PIDE durante a luta pela independência de Angola.


Uanhenga Xitu foi julgado pelo Tribunal Militar e condenado a 12 anos de prisão maior, medidas de segurança de seis meses a três anos prorrogáveis e perda de direitos políticos por 15 anos.


Na prisão começou a escrever as suas histórias.

Exerceu as funções de Ministro da Saúde, Comissário Provincial de Luanda e Embaixador da República Popular de Angola na Alemanha.

Em 2006 recebeu a distinção do Prémio de Cultura e Artes na categoria de literatura pela qualidade do conjunto da sua obra literária, causando-lhe uma enorme surpresa.


É autor das obras O Meu Discurso, Mestre Tamoda, Bola com Feitiço, Manana, Vozes na Sanzala (Kahitu), Mestre Tamoda e Outros Contos, Maka na Sanzala (Mafuta), Mungo - Os Sobreviventes da Máquina Colonial Depõem e Os Discursos do Mestre Tamoda, O Ministro e Cultos Especiais.


sexta-feira, 29 de julho de 2011

O Fantástico na Prosa Angolana


LANÇAMENTO, do livro O Fantástico na Prosa Angolana (Antologia), de Fragata de Morais.

Dia: 03 de Agosto de 2011 (Quarta-feira),


Local: SEDE DA UNIÃO DOS ESCRITORES ANGOLANOS, sita no Largo das Escolas
Hora: 18H00


Apresentação a cargo dos Professores António Fonseca e António Quino.
Sessão de autógrafos e uma "Kinsangwa de Honra"
Acesso: Livre.

Sobre o livro, na óptica do prefaciador, Dr. António Fonseca, escritor e ensaísta, director do Instituto Nacional das Indústrias Culturais do Ministério da Cultura:

“... desde o alvor da Independência Nacional e mesmo no período imediatamente anterior, assistimos a um grande movimento em torno da ideia de recuperação e valorização do imaginário ou dos imaginários angolanos através da literatura. Muitos títulos foram publicados com esta perspectiva, porém, até à saída da presente obra, não se tinha uma ideia de conjunto sobre o que efectivamente havia acontecido no domínio do fantástico na Literatura Angolana, isto desde Cordeiro da Matta aos nossos dias. Com efeito, até à edição desta Antologia, a questão do fantástico que, no nosso ver, não se limita apenas às práticas mágicas, mas estende-se também à aparição de factos inexplicados e teoricamente inexplicáveis não foi tratado, quer de forma sincrónica, quer de forma diacrónica.”

António Fonseca, in Prefácio

“... me preocupei mais com os aspectos do estranho, do maravilhoso, talvez mesmo até do insólito, na recolha que levei a cabo, deixando o fantástico maioritariamente para a literatura tradicional e para a literartura infantil, narrativas em que o narrador ou o escritor mais se preocupa com a mensagem, com a valorização moral e com um fim que transmita uma postura considerada de funcional na sociedade”.

O autor

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Lançamento dia 27 de Maio em Saurimo - livro LUNDA

De: Arlindo ISABEL
Data: 25 de Maio de 2011 23:45



Sinta-se Convidado(a)
Dia 27 de Maio de 2011
às 16H00
na Escola Superior Politécnica da Lunda-Sul da Universidade Lweji An-Kondi
Com a apresentação do Prof. Sony Kambol Cipriano
Lançamento do
livro LUNDA - HISTÓRIA E SOCIEDADE
De João Baptista Abreu Manassa (contacto do autor 923 68 08 95)
Características:
N.º de Páginas: 132
Formato: 155 x 230 cm
ISBN 978-989-8370-70-9
Preço: Kz 2.000,00/ Usd 20,00
Disponível a partir de Segunda-Feira nas livrarias:
- Lello, Mensagem, Sonol, na baixa de Luanda;
- Nos postos permanentes de venda da Mayamba Editora no ISCED-LUanda e Faculdades de Letras e de Ciências Sociais da Universidade Agostinho Neto
- Na Livraria Mayamba, cidade do Uíje,
-Na Livraria Mayamba, cidade do Negage
MAYAMBA - ler é desvendar o mundo!

Sobre o livro

Esta obra pretende contribuir, modestamente, para o conhecimento da História de Angola, no que tange à expansão da antiga colónia portuguesa de Angola para o Leste, com a criação e evolução do território denominado Distrito da Lunda, no espaço geográfico dos povos do antigo Império Lunda.

Através do exemplo da Lunda é possível conhecer o processo de formação do actual Estado de Angola, hoje país independente; a integração dos diferentes reinos e povos num só território, actualmente denominado Angola.

Há consciência de que, com base nesse conhecimento histórico, se podem perspectivar soluções apropriadas ao processo de construção e de desenvolvimento da Nação angolana, na base da justiça, compreensão mútua entre os diferentes povos, igualdade e paz, rumo ao progresso social.

Sobre o autor

João Baptista Abreu Manassa é natural de Kambulo, Lunda-Norte, licenciado em Ensino da História pelo ISCED – Instituto Superior de Ciências da Educação de Luanda, Mestre em Desenvolvimento Psicológico e Intervenção Social pela Universidade de Valência, Espanha, exerce, actualmente, o cargo de Director Provincial da Cultura da Lunda-Sul.

Lecciona História na Escola Superior Politécnica da Lunda-Sul e na Escola do Ensino Secundário do II Ciclo de Saurimo.

Lunda – História e Sociedade é o resultado da sua monografia para a obtenção do grau de licenciado em Ensino da História pelo ISCED de Luanda.

Índice

Dedicatoria

Agradecimentos

INTRODUÇÃO

GRAFIA DA LÍNGUA COKWE

NOVO ALFABETO COKWE

CAPITULO I – ESTUDO HISTÓRICO DOS POVOS DA LUNDA

I.1 – Origem do Povo Lunda e formacão do Reino do Povo Bungu para Lunda

Yala Mwaco ou Mwaco – Fundador do Reino Bungu

I.1.1 – Origem do topónimo Lunda

I.1.2 – Hipótese da Datação do Reino

I.2 – Migrações e Povoamento dos Lunda em Angola Lweji An´ Kondi – Rainha da Lunda

Grupo Tchinguli ou Cinguli para Oeste e o Povo Bangala

I.2.1 – Povo Bangala

I.2.2 – Povo Cokwe

I.2.2.1 – Origem do nome Cokwe

1.2.2.2 – O Povoamento e Expansão Cokwe

CRONOLOGIA DE MUTXISENGE OU MWACISENGE

1.2.3 – Povo Lunda

1.2.4 – Povo Songo

1.2.5 – Povo Minungu

1.3 – Povos não aparentados dos Lunda

1.3.1 – Povo Phende

1.3.2 – Povo Luba

1.3.3 – Povos Kongo, Matapa, Kete, Fya, Mbala, Malualua

I.3.4 – Os Povos Suko, Kali, Paka, Holo

1.4 – Limites Geográficos do Império Lunda

1.5 – Cultura dos Povos da Lunda

CAPITULO II – O SURGIMENTO DO DISTRITO DA LUNDA

II.1 – A presenca europeia no Imperio Lunda

II.1.1 – Os Portugueses

II.1.2 – Os Britanicos ou Ingleses

II.1.3 – Os Alemaes e Belgas

II.2 – Disputa Europeia sobre a Bacia do rio Kongo e a Criação da Associação Internacional Africana

II.3 – Criação do Estado Independente do Kongo, oTratado do Kongo e as suas Consequencias

II.4 – A Conferência de Berlim

II. 5 – A Convenção sobre a Divisão do Império Lunda. A Questao da Lunda

CAPITULO III – CRIAÇÃO E EVOLUÇÃO DO DISTRITO DA LUNDA

III.1 – Criação e Delimitação do Distrito 13 de Julho de 1895 – Criações do Distrito da Lunda

III.2 – Ocupação e Resistência dos Povos do Distrito

III.2.1 – Ocupação do Reino de Kasanje e Resistência dos Bangala

III 2.2 – Ocupação de territorios Cokwe e exemplos de resistência dos Chefes Kelendende ou Mwene Luxiko, Ngunza Kawona e Kawungula Kelendende ou Mwene Luxiko – Chefe de resistencia Cokwe. Chefes Cokwe – Heróis vivos

III.3 – A descoberta dos diamantes no Distrito e o Desenvolvimento Económico, Social e Cultural

III.3.1 – A descoberta dos diamantes

III 3.2 – O Desenvolvimento Económico, Social e Cultural do Distrito

III.4 – Evolução Política e Administrativa do Distrito

III.4.1 – Evolução Política do Distrito

III.4.2 – Evolução Administrativa do Distrito

CAPITULO IV - A EVOLUÇÃO DO DISTRITO DA LUNDA APOS A INDEPENDENCIA DE ANGOLA

IV.1 – O Quadro Político em Angola

IV.2 – A Divisão Política Administrativa da Província da Lunda

IV.2.1 – Provincia da Lunda Norte

IV.2.2 – Província da Lunda Sul

IV.3 – Transformação da Diamang para Endiama e sua implicação na evolução das Provincias das Lundas Norte e Sul

CONCLUSÃO GERAL

CRONOLOGIA GERAL

BIBLIOGRAFIA ESPECÍFICA

BIBLIOGRAFIA GERAL


quinta-feira, 28 de abril de 2011

DESAFIOS ÉTICOS COLOCADOS PELA CLONAGEM - TEMORES PARA A ÁFRICA

A Mayamba Editora tem o grato prazer de o (a) convidar para o lançamento do livro

DESAFIOS ÉTICOS COLOCADOS PELA CLONAGEM - TEMORES PARA A ÁFRICA

de

Padre Dr. André Lukamba (Tlm 936 78 03 57)

Dia: 28 de Abril, Quinta-Feira

Local: Seminário maior de Luanda

Apresentação da obra: Prof. Pedro Morais Vieira e Dr. Félix Chicola

Características:

Formato: 15,5 x 23,0 cm

318 páginas

Preço: Kz 2.000,00

ISBN 978-989-8370-24-2

Sobre o livro:

“Foi já em 1922 que na Europa e nos EUA se difundiu o entusiasmo por uma nova teoria, a “eugenia”, que se dizia fundamentar-se em sólidas bases científicas.

Inspirada no darwinismo social, propunha-se melhorar a espécie humana através da supressão [sistemática] dos fracos, dos doentes, dos deficientes e dos menos aptos (inconvenientes), a eugenia foi apoiada e difundida por todos os meios: por políticos e empresários, por grupos de investigação científica, nas Universidades e nos meios de comunicação de massa. A história demonstrou em seguida como a teoria eugenética originou e fez crescer o racismo, as medidas de selecção da raça, o preconceito e a discriminação das pessoas com argumentos genéticos, a supressão de pessoas tidas a priori como inaptas ou até que desfiguram a espécie. Milhões de pessoas foram abortadas, esterilizadas, encarceradas e assassinadas com programas de eutanásia forçada por causa das teorias eugenéticas.

(…) O pior é utilizar a investigação científica para impor uma tirania, que até sob a pele de uma “nova religião” e através de barbaridades mais cruéis como a esterilização forçada, a eutanásia mais desumana, a discriminação racial e social, discute e impõe com a maior indiferença uma espectacular “banalidade da vida”(Tradução livre de Stefano Chiapponi, Chesterton sull’eugenetica, 15/04/2008, pp. 1-2).

Acho que estão assim explicados os verdadeiros objectivos da “clonagem reprodutiva”. A “clonagem terapêutica” (salvo alguns casos) eu diria que apareceu como um efeito colateral (secundário): é o Dono da História que “escreve direito por linhas tortas”! A clonagem reprodutiva”, porém, esta sim que está ao lado de outros tantos meios que propositadamente se estão a impor contra a vida, justamente como o retrovírus da SIDA… E nesta obsessão pela purificação da raça humana, há os que podem e devem temer pelo seu futuro: os Africanos Negros. A imagem digital “da clonagem do primeiro homem fiel” – como ironicamente lhe chamam - traduz bem a ideia do que já se está a conseguir fazer (cfr nota 64 ). O livro pode ser surpreendente,enquanto faz ver exactamente os caminhos já percorridos e os perspectivados nessa mesma direcção.

A minha persistente oração é que, para todos os efeitos, Deus não o permita nunca!

Todavia, os próprios Africanos Negros devem começar a ACERTAR O PASSO, porque de contrário “eles” terão todas as estradas abertas para o fazerem…

Sobre o autor:

André Lukamba, de 59 anos de idade, é sacerdote diocesano do Huambo.

Laureado em 1981 na Pontifícia Universidade Urbaniana, fez Bioética no Instituto Teresiano de Roma de 2000-2002, e actualmente é Professor de Teologia Africana no Seminário Maior de Cristo Rei. Publicações recentes mais relacionadas com a presente obra: A globalização e os Conflitos no Sul. O caso angolano [Roma 2001]; O que não estão a dizer SOBRE A SIDA, [Roma 2003].

PRÓXIMO LANÇAMENTO

Dia 6 de Maio (Sexta-feira), em Luanda

Local: ISCED de Luanda

Livro: Reflexões sobre Educação

Autor: Prof. Dr. M. Azancot de Menezes

Apresentação: Prof. Mestre Laurindo Vieira


Hora: 16H00


quarta-feira, 20 de abril de 2011

LANÇAMENTOS DA MAYAMBA EDITORA

A Mayamba Editora lançou ontem, dia 19 de Abril, Terça-feira o livro DIREITO MARÍTIMO – TRANSPORTE MARÍTIMO DE MERCADORIAS de Rigoberto Kambovo. O local escolhido foi consagrada Faculdade de Direito da Universidade Agostinho Neto e contou com o Prof. Fernando Oliveira para fazer a apresentação da obra.

DIREITO MARÍTIMO – TRANSPORTE MARÍTIMO DE MERCADORIAS de Rigoberto Kambovo

(contacto: 923 44 34 19)


PRÓXIMOS LANÇAMENTOS DA MAYAMBA EDITORA:
Dia 21 de Abril (Sexta-feira), em Lisboa,
Local: Casa de Angola, Lisboa
Livro: Angola e África Austral - Apontamentos para a história do Processo Negocial, 1976-1992
Autor: Lázaro Cárdenas
Hora: 18H00
Apresentação do livro a cargo do Coronel Correia de Barros, do Centro de Estudos Estratégicos de Angola, e de Susete Antão, presidente da Casa de Angola em Lisboa.
Dia 28 de Abril (Quinta-feira), em Luanda
Local: Seminário Maior de Luanda
Livro: Desafios Éticos colocados pela clonagem - temores para a África
Autor: Padre Dr. André Lukamba, da arquidiocese do Huambo
Apresentação da Obra: Dr. Félix Chicola e Padre Dr. Pedro Morais Vieira
Hora: 17H00
Dia 6 de Maio (Sexta-feira), em Luanda
Local: ISCED de Luanda
Livro: Reflexões sobre Educação
Autor: Prof. Dr. M. Azancot de Menezes
Apresentação: Prof. Mestre Laurindo Vieira

Hora: 16H00

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

As Origens do Reino do Kongo


Amigas e amigos,

Lançamento do livro As Origens do Reino do Kongo

Na Próxima Sexta-feira, dia 15 de Outubro, a Mayamba Editora e o BPC apresentam o livro As Origens do Reino do Kongo, de autoria do prof. Mestre Patrício Batsîkama.

O acto terá lugar no ALL principal da sede do BPC , à Marginal de Luanda, pelas 18H00.

A apresentação da obra estará a cargo dos Investigadores Simão Souindoula e António Setas

SINTAM-SE CONVIDADOS E LEVEM MAIS AMIGOS E AMIGAS.

PREÇO DO LIVRO: KZ 3.500,00 (três mil e quinhentos Kwanzas)

segunda-feira, 24 de maio de 2010

O lançamento do "O Último Recuo" de Isaquiel Corí

Sempre desejei conhecer pessoalmente os escritores angolanos. Agora que vou dando os meus primeiros passos na literatura, a interacção com escritores consagrados faz-nos adquirir experiências. Deleitei-me com o primeiro livro deste escritor, "Sacudidos pelo Vento", também saboreei os contos em "O último feiticeiro". Desde então desejei conhece-lo, Isaquiel Cori. Conhecemo-nos finalmente numa actividade do Lev´Arte, entrevistei-o na "Mesa Bicuda"(http://nguimbangola.blogspot.com/2010/03/ha-que-tornar-escola-numa-fabrica-de.html),foi um prazer. Anunciou o lançamento do "O último recuo" que também publicitamos aqui.


O lançamento aconteceu, e as imagens falam mais do que palavras.

Escritores e poetas marcaram presença para saudar o confrade Isaquiel Cori. António Pompílio, escritor consagrado com vários títulos publicados (eu amei o Mambele o engraxador e Mutudi, a dama de ventre de fogo). Ngonguita Diogo, a autora do livro "No Mbinda..." e Penelas Santana, o prosador da nova geração o seu mais recente livro "O mundo não desaba quando uma relação termina..." está a ser um sucesso de vendas. Vê-se o Chahoo Avó Ngola Avó, este jovem poeta lançou "Folhar o Mar no Ventre da Sliva", muito discreto. O meu amigo Décio Mateus, estou a gostar de ler "Xé Candongueiro". O escritor estreante Divaldo Martins, li o seu livro "Pedaços de Vida". O editor, Arlindo Isabel da Mayamba e Nguimba Ngola, autor do "Mátria".

Mulheres, elas amam a literatura. Vê-se a alegria no rosto da senhora que certamente vai devorar "O último Recuo". A minha amiga Sandra Carina, ela que está cursando jornalismo segredou-me que não quer perder os lançamentos de livros, "...informa-me sempre Nguimba". Combinado.

O Salvador, este oficial das FANA vai certamente gostar de ler o livro do Corí. Os jovens da Brigada Jovem da Literatura, sempre presentes.

Os jornalistas representaram bem a classe. O Isaquiel é ta,bém jornalista e seus colegas vieram cobrir o evento. A alegria no rosto. Abílio Carlos em representação da UEA ele também jornalista. Arlindo Isabel, jornalista e editor, António Quino o apresentador da obra é também jornalista.


José Severino, representante da gráfica Off Set. O livro tem qualidade técnica, bom trabalho. O jovem Kiokamba Cassua, apresentador dos eventos do Movimento Lev´Arte. Está a ser um grande comunicador.



Parabéns Isaquiel Corí e que este não seja o último livro.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

"O Último Recuo" do Isaquiel Cori dia 19 de Maio...

vamos ler... vamos ler...

Autor: Isaquiel Cori

Data: Quarta-feira, 19 de Maio de 2010

Hora: 18H30

Local: União dos Escritores Angolanos (UEA)


Sobre o livro:

“ (…) A leitura discorre facilmente e as folhas desse livro (…) sucedem-se umas às outras como sensações que sentimos numa mulher de orgasmos múltiplos, mais lemos e mais queremos saber o que pensa João Segura, o indivíduo, o comandante, o amante, o marido, o militar, o cidadão nesse pachtwork que é a sua vida; mais possuímos o livro e mais queremos ver aonde nos conduz. (…) Uma escrita muito realista e (…) um estilo muito descritivo que atrai desde as primeiras páginas: … as narrações da cobra que cruza a estrada; os incidentes de feiticismos; as primeiras visitas de Rosamaria ao cárcere são electrizantes; as reflexões sobre os livros que João Segura leu… É um livro que pela perspectiva de análise do fenómeno da guerra em Angola interessa fazer público…”

Adriano Mixinge, historiador e crítico de Arte

“O ÚLTIMO RECUO” vale morar na biblioteca de cada um de nós. A sua importância é literariamente histórica e actual na sua abordagem, se atendermos à nossa história recente. Como me ensinou um dia o meu grande mestre Jorge Luis Borges e eu cito: “…estamos sempre carregados, sobrecarregados pelo nosso sentido histórico” – quer queiramos ou não.

Neste romance documental, ele flagra nas suas referências as questões que atormentaram o nosso belo país. Nele ele exalta, pontualiza, toca nas suas indagações os resíduos e derivações teciduais da nossa sociedade felizmente em reconstrução.”

Frederico Ningi, poeta
Sobre o autor:

ISAQUIEL CRISTÓVÃO CORI
Nasceu em Luanda, em 1967. Entre 1985 e 1991 foi militar das ex-FAPLA (Forças Armadas Populares de Libertação de Angola), tendo sido bibliotecário na Base Naval de Luanda e posteriormente na Base Naval do Lobito. Trabalhou na Biblioteca Nacional. É jornalista, formado no IMEL – Instituto Médio de Economia de Luanda, com percurso profissional dividido entre o Jornal de Angola e o Jornal ÉME do MPLA.

Estudante da Faculdade de Letras e Ciências Sociais, tem já publicado os seguintes títulos: Sacudidos pelo Vento, romance (menção honrosa do Prémio Sonangol de Literatura 1994; O Último Feiticeiro, contos, Edições Chá de Caxinde, 2003; Pessoas com quem falar, entrevistas a escritores, UEA, 2003, co-autoria.